Quando acontece uma crise é comum percebermos um movimento intenso de publicações que consequentemente são internalizadas e sentidas pela maioria das pessoas e organizações. Trata-se de um período instigador da desmotivação, medo, prejuízo, desânimo e derrota, gerando em alguns casos sensação de impotência ou falta de vontade de perseguir os objetivos. Em momentos como esses muitos conselhos são dados, tais como: “aumentar o faturamento”, “reduzir gastos”, “investir correndo riscos calculados”, “trabalhar com mais eficiência e eficácia”, “planejar” e “inovar em produtos e serviços”.

O que eu acho interessante desses conselhos é que as aplicações de todos eles são cabíveis em todos os momentos, independente de crise ou situação estável, podendo ser aplicados tanto aos negócios das pessoas físicas ou jurídicas.

Quando o empreendedor Henry Ford disse: “Se você pensa que pode ou se pensa que não pode de qualquer forma você está certo”, ele nos oportunizou a condição de escolhermos o pensamento ideal que nos impulsiona a fazer ou não alguma coisa. Enquanto muitos se desanimam com a crise o verdadeiro empreendedor se motiva, toma iniciativa, inova, cria oportunidades, podendo até iniciar um novo negócio.

Sabemos que os nossos pensamentos devem ser positivos, o otimismo constante, a razão e a emoção em equilíbrio e o foco direcionado para a solução, ao invés de perdermos tempo com os problemas. Dessa forma torna-se possível a obtenção de resultados positivos, contrariando movimentos e expectativas de que tudo poderá não dar certo ou até piorar. Gerir com métodos práticos e de acordo com o cenário atual, familiarizando-se com os indicadores de desempenho, são características comportamentais do líder empreendedor que insiste em fazer sempre certo as coisas. A boa notícia é que o ser humano tem livre arbítrio para escolher entre ficar perdendo tempo comentando e valorizando a crise, podendo ser conduzido pelo pessimismo, ou agir e reagir com resiliência, competência e comprometimento.

Todo tempo é tempo de gerenciar pessoas, marketing, vendas, produção, finanças e não esperar que a crise aconteça para se instalar novos programas de controle de produção, capacitação de pessoas, propaganda e agressividade em vendas.

Todo tempo é tempo de gerenciar, sobretudo com atitudes e comportamentos de líder transformador. Não espere a crise para perceber que você contratou um funcionário com baixo talento para pagar salário menor. Não espere a crise para questionar sobre o talento das pessoas. O gestor não deve esperar a crise chegar para daí, criar um clima de tensão, pressão e guerra dentro da empresa, pois ele é o responsável por tudo que está nela, apesar da conexão dela com o ambiente externo. A competência de analisar as tendências, sentir o mercado e tomar decisões é do gestor que deve atuar de forma participativa, ouvindo sugestões de pessoas experientes.

Portanto, a recomendação é que todos nós devemos estar sempre preparados, planejando para momentos mais críticos, elaborando planos de contingência e formando continuamente uma equipe competente, comprometida e motivada para fazer acontecer a missão da organização. Cuidado e critério nunca é demais, entretanto pensar em parar de produzir ou vender imaginando que ninguém vai comprar devido à crise não é a melhor opção.

Pense diferente, tome atitudes diferentes e não deixe a crise atrapalhar sua trajetória.